Esterco Televisivo

Dezembro 13, 2011 6 comentários

Depois de anos sem assistir ao programa “O Dia Seguinte” apenas um acesso de curiosidade mórbida me terá feito despender, ontem, alguns minutos perante aquele triste espectáculo. O programa é mau, o apresentador é péssimo, os convidados execráveis e a discussão está ao nível da sarjeta.

Perante cenário tão negro seria lícito esperar que nada se poderia destacar ainda mais negativamente. Pura mentira. O comentador representante da corja corrupta, “emérito” autarca matosinhense, consegue elevar a desonestidade a patamares sem precedente, com o tácito beneplácito do representante da corja submissa, “emérito” palitador de dentes.

Um indivíduo que tem o desplante de se apresentar perante milhares de espectadores e afirmar, descaradamente, o contrário daquilo que as imagens nos apresentam, consoante os interesses do arcebispado de contumil, é um digno representante das cores que defende.

Tenho um profundo desprezo por esse sujeito e já tive oportunidade de lho dizer na cara. Na minha opinião, personifica quase tudo aquilo que um ser humano pode ter de mau. Não é honesto, não é digno e desconhece o significado da palavra honra.

É, de certo modo, esclarecedor que tudo que tem ligação àquela agremiação se reja pelos mesmos princípios ou, neste caso, a falta deles. E entristece-me, como nortenho e habitante do Porto, ver o nome desta cidade arrastado pela lama por um bando de criminosos que tomou de assalto este outrora honrado clube.

Torna-se-me muito difícil compreender como é possível abrir a antena a comentadores deste calibre (e incluo aqui o Glorioso representante, cujo nível é redutor do pensamento benfiquista), mas, pensando bem, enquadra-se no nível médio da imprensa desportiva, e não só, nacional.

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Vitórias

Nos dois últimos jogos, o mesmo resultado. Primeiro contra os romenos, a encerrar a fase de grupos da Liga dos Campeões, ontem na Madeira, contra a mesma equipa que nos havia eliminado da Taça. Mas as semelhanças não se ficam por aqui, pois ambas as exibições foram algo sombrias.

Não posso é embarcar num certo fatalismo que alguns profetas da desgraça não se coíbem de fomentar, da mesma maneira que evito entrar em euforias precoces quando o brilhantismo aparece. Óbviamente, não fico satisfeito por notar que a equipa não se apresenta a praticar o seu melhor futebol mas é preciso compreender que, ao longo de uma temporada, existem fases distintas, os chamados picos de forma, que vão condicionando o desempenho dos jogadores.

E é exactamente quando se atravessa um momento de quebra que os resultados são o mais importante. Costuma-se dizer que são nestes jogos que se ganham títulos. Por essa razão, e apesar de não poder ficar contente pelo rendimento da equipa, fico muito satisfeito pelos resultados conseguidos.

Porém sentir satisfação não invalida falta de exigência ou sentido crítico perante o futebol apresentado ou as opções do treinador. No caso do jogo de ontem, e apesar de alguns jogadores se apresentarem muito longe do seu melhor nível, a maior crítica terá de recair em Jorge Jesus, especialmente pela demora em reagir a uma situação de superioridade numérica.

Felizmente, a estrelinha da sorte acompanhou-nos e conseguimos uma importante vitória, num terreno difícil. Com a vitória de 4ª feira conseguimos ganhar o grupo e evitar os “tubarões” europeus nos oitavos-de-final. Portanto, alguma preocupação pelas exibições mas sem cair em cenários de desastre, como já por aí tenho visto escrito. Alguma serenidade por favor.

Para terminar gostaria de dedicar umas palavrinhas aos imbecis andrades e lagartos que andam para aí a vomitar comentários alegando uma qualquer irregularidade no golo de ontem. Mais vale estarem calados e deixar pairar a dúvida sobre a vossa estupidez do que abrir a boca e acabar com ela.

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O Adeus à Taça

Depois da derrota de Sexta-Feira, no Funchal, ouvi e li muitas opiniões de benfiquistas a desvalorizar o desaire, justificando com o facto de a prioridade ser a Liga. Não posso concordar com isso. A Taça de Portugal TEM de ser sempre um objectivo e não pode ser encarada de forma leviana.

E foi isso que Jorge Jesus fez. Ao promover tantas alterações na equipa base, perante um clube que está a realizar uma boa época ocupando o 4º lugar na Liga, passa para o interior a ideia de que, de alguma maneira, a Taça não é um objectivo prioritário e isso foi patente na forma displicente com que alguns jogadores encararam a partida.

Podem argumentar que sempre defendi uma maior rotação do plantel, e continuo a fazê-lo, mas uma autêntica revolução, como a promovida pelo nosso treinador, teria obrigatoriamente de ter reflexos no desempenho da equipa, como se veio a verificar. Ainda para mais num jogo fora contra uma das boas equipas do nosso campeonato.

Consigo compreender a entrada de Eduardo, Rodrigo e Nolito. Todas as outras alterações não deveriam ter existido. E, fundamentalmente não deveria ter sido alterado o sistema de jogo que tem sido utilizado e que permitiu que ali tivéssemos chegado imbatíveis. Pior que perder essa invencibilidade, com as consequências que isso implica na moral da equipa, foi perdê-la num jogo que ditou a nossa eliminação de uma competição que temos a obrigação de sempre ganhar.

Jorge Jesus cometeu, uma vez mais, o seu maior pecado: o da arrogância. Tivesse o resultado sido outro e todo o mérito teria sido seu e da sua mestria táctica. Mas não foi. E quem fica com a eliminação da Taça atravessada na garganta somos nós, os adeptos.

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Os Miseráveis

Novembro 29, 2011 3 comentários

Muito foi já dito e escrito sobre o derby de Sábado e tudo o que o antecedeu e se lhe seguiu, mas não poderia deixar de exprimir aqui a minha opinião.

No “antes”, assistimos a um triste espectáculo de indignação e vitimização acerca da ESTRUTURA DE SEGURANÇA instalada pelo Glorioso na fabulosa Catedral, onde o ridículo e a estupidez atingiram níveis estratosféricos.  Foram dias e dias a ouvir viscondes falidos, indignados por um sistema que está instalado em alguns dos melhores estádios do planeta.

Obviamente, quem joga num WC com fossa a céu aberto tem dificulades em perceber conceitos como “saneamento básico” ou “ESTRUTURA DE SEGURANÇA”, mas já era tempo de aproveitarem a formação que lhes foi comprada proporcionada pelos papás, porem o neurónio orfão a funcionar e aprenderem a estar caladinhos ao invés de se exporem, uma vez mais, à chacota.

Mas, mais grave que isso (afinal fazem-no semanalmente sempre que pisam um relvado), foi terem criado nos gatinhos uma predisposição inflamatória para o grande espectáculo que se pretendia, transformando irresponsavelmente o ambiente num facilmente previsível foco de agitação e violência. Além do mais, já cansa o raio do choradinho do costume sempre que estes tristes têm o privilégio de nos defrontar. Se não é por causa do cú, é por causa das calças…

No “durante”, assistimos a um jogo agradável, com o nosso adversário a bater-se bem, mas com o Benfica a controlar bem o jogo, criando as melhores situações de golo, que chegou pelo grande Javi pouco antes do intervalo. Pouco depois do reinício, lá tratou a capela, incomodada por estar numa Catedral, de equilibrar as coisas, fazendo com que jogássemos 30 min com 10, contra os 14 do costume.

Mas nem assim os nossos bravos vacilaram. Jesus regressou aos tempos de profeta e lançou em campo os apóstolos que se impunham, obrigando a lagartagem a pouco mais do que o famoso “chuveirinho”. E, sempre que tudo o resto falhou, lá estava o Artur e a sua calma imperial, a tranquilizar as hostes.

Uma vitória difícil mas justa, depois de uma semana com o desgaste adicional do jogo em Old Trafford. Com a derrota dos corruptos da Catalunha, passamos a ser a única equipa europeia sem derrotas esta temporada, de entre aquelas que participam em competições da UEFA. Manchetes sobre isto… ainda não vi.

O “depois” foi o que se sabe. A reacção do treinador das osgas foi honesta, digna e honrada, contrariando tudo o resto que dali veio. Domingos merece que isto seja destacado porque foi, de todos os responsáveis do recreativo do lumiar que falaram à imprensa, o único a ter o mínimo de sentido de responsabilidade.

Quanto ao resto, autênticos miseráveis. Dos animais que pegaram fogo a uma bancada, com mais de 3 mil dos seus semelhantes lá dentro, aos imbecis que lhes foram dando, ao longo da semana anterior, os fósforos e a gasolina para atear  a fogueira. Para quem, como eu, pensava que aquelas aberrações já tinham batido no fundo, ficou provado que os répteis têm propriedades retro-escavadoras.

As atitudes desta “gente”, com responsabilidades na sociedade portuguesa, é absolutamente inqualificável. Não contentes com a promoção da piromania, recorreram ainda à perfídia, à mentira e à manipulação para justificá-la, com uma incompetência tal que um simples Comunicado bastou, para que pessoas com um QI pouco superior ao de pedras da calçada, desde que munidas de coluna vertebral, percebessem isso.

E, para completar o ramalhete, a pièce de résistance. Sómente 48 horas (vou pôr por extenso para que não restem dúvidas, quarenta e oito horas – têm pior memória que o gajo das trancinhas) depois do jogo, é que estes canalhas se lembraram que Luís Filipe Vieira tinha tido atitudes reprováveis, junto aos balneários dos submissos, e das quais possuiam prova áudio gravada, ao que o Benfica respondeu que prescindia de qualquer processo legal por captação indevida dentro das suas instalações, instando a que de tal fizessem prova. Não tinham necessidade de ainda ouvirem mais isto.

P.S. – Parece que aqui no Norte, um jornalista da TVI foi insultado pelo flatulento e agredido por um dos seus capangas… Também não vi manchetes com isto.

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Mística

Novembro 22, 2011 4 comentários

Para os registos ficará apenas como um  empate, dois a dois em Old Trafford, que permitiu que o Benfica se apurasse para os oitavos-de-final da Champions League.

Para mim ficará sempre a memória dos nossos bravos, os jogadores mas principalmente os adeptos, que se fizeram ouvir e nos proporcionaram aquele arrepio na espinha quando o Pablito sai de campo, ao som dos nossos cânticos e do respeitoso silêncio dos nossos adversários.

Dizem que eram 3 mil. Valeram bem por 30 mil! Muito obrigado a todos!

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No Teatro dos Sonhos

Novembro 22, 2011 2 comentários

“É um grande jogo, um jogo que reconhecemos como um grande jogo europeu, com a história que existe entre o Benfica e nós próprios. Já jogámos muito bons jogos no passado e isso fica sempre na memória”

Palavras de Sir Alex Ferguson, na conferência de imprensa de apresentação do jogo de daqui a pouco. É a diferença entre os que honradamente conquistaram o seu Prestígio e os que o foram “comprar ao supermercado”.

Força Benfica!!!

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César Giordano

Novembro 15, 2011 3 comentários

Seria com este nome que Pablo Aimar faria as suas reservas de férias se tivesse tido o infortúnio de ser árbitro na corrupta liga tuga. Felizmente, para todos aqueles que apreciam a arte no futebol, Deusébio não lhe traçou esse destino e podemos assim deliciar-nos a ver este Senhor a passear classe de Manto Sagrado vestido.

Mas as virtudes de Pablo César Aimar Giordano não se limitam aos relvados. Quem teve a oportunidade de ler a entrevista que ontem concedeu àquele jornal que outrora foi a referência da imprensa desportiva deste país, pôde constatar isso mesmo. É uma pessoa com uma maneira de estar muito especial neste mundo tão particular do futebol.

Com uma cultura muito acima da média daquilo que é usual no meio (diz-se que leva livros de Gabriel Garcia Marquez para os estágios ao invés dos usuais Ipods e PSPs), a honestidade, a modéstia e até a candura com que responde a cada pergunta, revela uma personalidade encantadora e uma educação exemplar.

Tive oportunidade, recentemente, de conhecer alguém que lidou de muito perto com ele na sua infância e que me confirmou a opinião que eu já tinha sobre Pablito como pessoa. Que me contou o quanto é querido e respeitado na sua cidade natal de Rio Cuarto, ali bem perto de Córdoba, aonde quer regressar um dia porque é ali, junto dos seus, que se sente bem.

Por mim, Pablito acabaria a sua carreira como jogador no Glorioso Sport Lisboa e Benfica. E continuaria, depois disso, sempre ligado ao nosso clube. Porque é de pessoas como ele que é preciso para elevar ainda mais alto o prestígio que já possuímos. Aimar já conquistou por direito próprio um lugar na galeria de honra do Benfica. Criemos agora as condições para que se torne num Mito!

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